Olá, eu sou a Juliana! Chegando agora por aqui (já falando um bocado). No último dia 17, tarde de uma segunda-feira, Brenda e eu demos uma oficina sobre planejamento de apps e prototipação em um evento organizado por Lília, do ramo estudantil da IEEE da UFBa. Essa oficina se insere em um esforço para estimular estudantes a participarem do IEEE madc – Mobile Application Development Contest. Lília tem uma preocupação boa: sempre que organiza ou dá oficinas de programação, ela busca alguém que possa falar de lógica de programação, também, para embasar mais a parte das linguagens e ferramentas utilizadas.

Como era pouco tempo (uma tarde), sugerimos algo que também consideramos importante e que nem sempre é visto – a parte de prototipação do app. Assim, antes das oficinas mais voltadas para programação, de Intel XDK (18/04), JavaScript (20/04) e Android Studio (24/04), demos uma visão geral da importância do planejamento e da prototipação no desenvolvimento de aplicativos móveis, para uma turma que no geral tinha pouca experiência com essa área.

Mas… O que significa isso tudo, exatamente?

Então, o resumo da questão é: boa parte das metodologias de desenvolvimento de software (não falaremos todas, pois não conhecemos tantas assim :P) passam por etapas de planejamento. Em que consiste planejar um software? Levantar requisitos, definir funcionalidades, reuniões de alinhamento com clientes e equipe de desenvolvimento… Pode haver bem mais coisas, mas para nossa oficina, ficamos por aqui.

Uma ferramenta bastante útil para estas etapas é o protótipo. Um protótipo é uma forma visual de apresentar requisitos e funcionalidades do um software, mas que ainda não é o software em si. Em linhas gerais, podemos dizer que há três tipos de protótipo, em escala gradual de complexidade / fidedignidade e tempo de criação:

  • Wireframe (um “esqueleto”) – são basicamente desenhos não realistas das principais telas do software, podendo incluir os fluxos entre elas (veja a figura);
  • Visual – estes protótipos já se aproximam mais do que seriam as telas reais, mas ainda não oferecem interatividade, mostrando apenas a interface do usuário;
  • Interativo – além de serem, no geral, visualmente reais, estes protótipos permitem acompanhar o fluxo do software com botões clicáveis e menus funcionais, por exemplo – mas sem outra lógica da aplicação além dessa.

Protótipos tipo wireframe. Pois é, nem sempre ficam muito organizados… (Fonte: internet)

E por que é útil prototipar? Por que te dará uma visão mais ampla e concreta do produto a ser desenvolvido, evitando gasto de tempo e dinheiro. Ao fazer o protótipo, você estará também fazendo um levantamento de funcionalidades que realmente serão desenvolvidas no aplicativo. Um conceito útil aqui é o MVP (Minimum viable product)  que é o núcleo do aplicativo, o básico que o produto precisa para ir pro mercado. E para você começar a testar se seus clientes realmente querem o que você pensou, como pensou. Além disso, o protótipo ajuda na comunicação e alinhamento com equipe de desenvolvimento e clientes; permite pensar funcionalidades sem gastar tanto tempo pensando em como será a implementação; e pode ser utilizado até como parte do contrato, para delimitar o escopo de um software encomendado.

Nossa sugestão simplificada para exercitar a prática de prototipação é:

  • escolher uma ideia;
  • definir o MVP (conjunto mínimo de requisitos necessários para entregar valor aos seus clientes);
  • definir e priorizar as telas que fazem parte do seu MVP (lembre-se de começar das mais importantes e complexas, que tomarão mais tempo e recursos, e depois partir para as mais simples e acessórias);
  • prototipar;
  • apresentar e receber feedbacks;
  • seguir com o processo! 😛

Depois dessas explicações todas, na oficina, partimos para a prática, para o pessoal exercitar a técnica de fazer os protótipos no papel. Se você também quiser experimentar, fica aqui uma lista de ferramentas (não exaustiva!!!) que pode usar:

É isso! Durante o processo, e na escrita deste post, já fomos percebendo pontos que podemos e queremos melhorar, para as próximas oficinas. Qual a sua sugestão?

Olha a turma aí, com a serenidade no olhar de quem finalizou a oficina 🙂

(Em tempo: este post também foi uma colaboração entre Brenda e eu o/ )


Juliana Fajardini

Uma pessoa em busca de se encontrar. E em busca de encontrar seus lugares no mundo, e como contribuir para construir outros mundos possíveis. Bacharel em Sistemas de Informação, com experiência em análise e elaboração de projetos; revisão e tradução (inglês e português); metodologias para start ups; manutenção de software; LaTeX y otras cositas más. Gosto de pedalar, mover o corpo, ler, escrever, poesias, comer, cozinhar, compartilhar, ver lugares, conhecer pessoas... Estou na OxenTI Menina porque... me acolheram e sentiram que posso contribuir <3 E porque... acredito que é preciso envolver-se para que a vida faça sentido, no meio de tanta coisa sem sentido neste mundo...

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