Esse ano tive a honra de ser convidada para o Latinidades, que é o maior festival de mulheres negras da América Latina e que neste ano completa 10 anos!

A princípio fiquei receosa, primeiro porque estaria em outra cidade, sozinha e apresentando a OxenTI Menina de uma forma que ainda não tinha feito.

Foram 6 meses desde o convite até o dia do evento, nesse meio tempo, ocorreram nossas atividades normais, desenvolvemos o aplicativo do evento  e me preparei para superar meu medo de falar em público.

Então chegou a semana do evento, aquela tensão de terminar apresentação, treinar e respirar para não pirar.

Chegou o dia da viagem e o momento de encarar o desafio!

Cheguei em Brasília sexta-feira de manhã, acompanhei o evento durante a manhã, para sentir o clima e segurar a ansiedade. O clima do Latinidades é maravilhoso, uma galera acolhedora, alto astral e linda.

Reprodução:  Facebook Latinidades

Chegando a hora da minha mesa, que estava marcada para as 15:00, a pessoa já estava morrendo por dentro, tanto que nem conseguiu almoçar… rs.

A mesa: Ciência, Tecnologia e Projetos Transformadores – só tinha mulheres MARAVILHOSAS –  a Buh D’Angelo, da Infopreta , uma empresa precursora da diversidade no universo tecnológico, primeira instituição de manutenção de computadores, desenvolvimento de aplicativos e sites feita por mulheres negras e minorias;  a Wanessa Yano, que é web designer e  também é da Infopreta; a Silvana Bahia, diretora de projetos da Olabi, um makerspace no Rio de Janeiro; a Katemari Rosa, professora de física na UFBA e eu.

Essa era a descrição oficial da mesa, pelo evento: “Aceitamos a educação como meio para nos elevar acima das limitações que uma sociedade preconceituosa se esforça por colocar a nós” – Evelyn Boyd Granville, uma das primeiras doutoras negras em matemática nos EUA e desenvolvedora da IBM.

De antigas civilizações a cientistas do presente, africanas/os e afrodescendentes têm contribuído para avanços científicas e inovações tecnológicos. Visibilizar feitos, trajetórias e projetos de transformação social contribui para reinserir realizações e conquistas na narrativa histórica do campo e incentivar novos talentos, na contramão de estereótipos racistas e sexistas.

Buh D’Angelo, Katemari Rosa, Silvana Bahia, Wanessa Yano, Brenda Costa e Maria Paula de Andrade

Conhecer e trocar ideias com essas mulheres, que acompanho pelas redes sociais e são modelos de pessoas para mim, foi incentivador. O que tornou o bate-papo descontraído e de troca de experiências, já que cada uma atua em um lugar e estão em estágios de desenvolvimento dos projetos diferentes.

Confesso que não lembro de nada do que falei; relaxei e assim fluiu. Acho que deu certo, porque os feedbacks foram bons e motivadores.

 

Depois da apresentação, conversei com algumas pessoas que vieram parabenizar o nosso trabalho na OxenTI Menina e dizer que ajudei a dar continuidade a projetos que estavam engavetados há algum tempo. Isso dá um gás a tudo que a gente faz e mostra que estamos no caminho certo, o que me deixa muito feliz.

Durante os dois dias em que participei do evento, compreendi a importância de momentos como esse, da força que temos juntas, de como precisamos lutar pelo nosso lugar no mundo e visibilizar essas mulheres que tanto batalham para estar onde estão.

O que chamou a minha atenção: as mulheres que estavam lá, as ouvintes e as comunicadoras, de todo o país, muitas mulheres daqui da Bahia e muitas do Nordeste. O acolhimento do evento, que realmente fez eu me sentir à vontade, e os projetos lindos que estão espalhados por aí.  Faça amor, não faça chapinha; Florescer; II Encontro de Negras Jovens Feministas.

Deixo aqui meus parabéns para a organização do evento, pela garra e dedicação para fazer o evento acontecer em meio a tantos contratempos, foi um sucesso! Nesses momentos é que vemos a importância de uma equipe alinhada e com o mesmo objetivo. E meu agradecimento pelo convite e confiança no nosso trabalho. Fico muito feliz em fazer parte da história do Latinidades e de ele fazer parte da jornada da OxenTI Menina!

Ah! Se tiver curioso para saber como foi a apresentação, pode assistir aqui:

 


Brenda Costa

Uma jovem que acredita que o mundo pode ser melhor com boas ações e amor pelo que se faz. Estudante de Sistemas de Informação, organizadora de eventos, mentora do Technovation Challenge, motivada pelos desafios da vida, apaixonada pela sensação de liberdade que o patins dá e por fotografias.

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