Muito tem se falado sobre a baixa presença de mulheres na área de Ciência e Tecnologia (C&T). O tema vem ganhando espaço em ambientes acadêmicos, na mídia e dentro da própria tecnologia. E quais as causas para isso?

Meninos ganham jogos de montar, carrinhos e brinquedos que os levem a imaginar como explorar e moldar o mundo. Meninas ganham bonecas, panelinhas e brinquedos que as levem a fingir cuidar da casa. Essas foram as regras discriminatórias para presentear crianças durante muito tempo.

Estudos apontam que as razões para este fato são construídas a partir da infância, nos primeiros contatos com a educação formal e influências culturais machistas, e são reforçadas ao longo de toda vida. Além destes, outro problema é o fato de muitas mulheres estarem abandonando a carreira de C&T. O principal motivo é a difícil convivência com o machismo que impera neste ambiente.

Conforme gerações de meninas criadas de forma mais igualitária tornam-se maioria nas escolas e chegam ao mercado de trabalho, cresce a participação das mulheres em profissões de todas as áreas. Esse impacto é sentido na sociedade inteira. Mas, e nas ditas ciências exatas?

Trata-se de uma questão instigante para sociedades desenvolvidas e em desenvolvimento, como o Brasil. As mulheres estão a caminho de se tornar a maioria entre os estudantes. Seria normal que se sentissem atraídas e bem vindas para atuar em áreas-chave para a riqueza material de uma sociedade, aquelas que contribuem com grande parte da produção econômica, contam com menos profissionais do que necessitam e, como resultado, oferecem salários médios mais altos.

O avanço das mulheres nessas profissões tem sido muito mais lento e incerto, em média apenas 20% das vagas nas áreas de C&T são ocupadas por meninas

Buscando entender o porquê da disparidade de gênero em cursos universitários dominados pelos homens, com objetivo prático de estimular o aumento no número de estudantes do sexo feminino no mundo cientifico e tecnológico na universidade e de pesquisadoras na graduação e pós interessadas nessas carreiras , o Instituto Cultural Steve Biko e o OxenTI Meninas promoverão um encontro com o tema “LUGAR DE MULHER É NAS EXATAS E ONDE MAIS ELA QUISER”, uma Mesa Redonda sobre Empoderamento Feminino nas áreas de Ciência e Tecnologia

Apresentado um painel geral sobre a área de C&T, analisando a situação atual através de dados, discutindo as causas da pequena participação feminina na área e terminando com relatos de experiências, projetos, dificuldades, preconceitos sofridos, possibilidades de atuação profissional e principalmente conquistas. O evento contará com a mediação de Jamille Cerqueira mestranda em computação aplicada e bacharel em sistema de informação e a participação de: Ive Gavazza economista, Brenda Costa estudante de sistema de informação, Clara Matos bacharel em biotecnologia, Jéssica Fonseca desenvolvedora de software e estudante de logística; Lucilia Souza, software test automation enginne e dentre outras, a organização ficará a cargo do professor do IfBaiano Denilson Vicente e de Tarry Cristina Pereira Diretora pedagógica do Instituto Cultural Steve Biko

Apoio: Intituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Governador Mangabeira

Onde: Instituto Cultural Steve Biko, Rua do Paço, n°4 – Pelourinho

Quando: Sábado 24/09/2016 das 14:00 as 17:00

Valor: Gratuito

Uma jovem que acredita que o mundo pode ser melhor com boas ações e amor pelo que se faz. Estudante de Sistemas de Informação, organizadora de eventos, mentora do Technovation Challenge, motivada pelos desafios da vida, apaixonada pela sensação de liberdade que o patins dá e por fotografias.


Brenda Costa

Uma jovem que acredita que o mundo pode ser melhor com boas ações e amor pelo que se faz. Estudante de Sistemas de Informação, organizadora de eventos, mentora do Technovation Challenge, motivada pelos desafios da vida, apaixonada pela sensação de liberdade que o patins dá e por fotografias.

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